Abriu a porta depois de ter retirado as palavras de onde
nenhuma fechadura segurava a alma de fugir.
Desde os primórdios do desejo, a fome é o que corresponde
continuidade.
A escrita tem fé.
Mario Quintana tem a beleza-riqueza do eternamente simples.
Tem inventos em que as pessoas nos fazem
irradiar!
O luto é a travessia do solitário para nunca
mais voltar.
A natureza
reconcilia um pedaço de Deus que no homem faz dizer.
Um pouco de doçura enquanto a inocência não fora perdida.
Estou naturalizado a desposses. Possuir contradiz eixos de onde
me esmolo ser. Só permaneço inacabado quando o verso aceita carregar-me mais
uma vez ébrio de ter.
Exercia contemplação pela escassez de suas tentativas de
belo. Doer a falta não ousaria encantar o horizonte com tanto motivo
extinguido.
Sei mais sobre o medo do que sobre os versos que verti nesta
tarde. Os medos doem a cada escrita, só eles revelam a verdade que traduzo
poetizar.
Permaneço governado pela letra que simplesmente arremata
sentidos para eu reajuntar a lei e ter voto do que sobreviver
O pai é, senão um falo a dor.
Reformo intervalos para alguém que me lê. Coloco neles as
palavras pareando profundidade e aspiração ao saltar-me desde tempos
inacabados.
domingo, agosto 05, 2012
Quando criança, enganava os raios de sol para brincar alguma
vida. Crescido, estes raios recobram para iluminar qualquer lida.
Reencontro o modo de pertencer silêncio a te confessar
quanto espero. Escrevo versos desobrigados de rima, desta forma te sei amar sem
mim.
Nos dias de chuva um pé de laranja teve fé de abrigar
olhinhos meus escorridos.
Pistas são olhares entreabertos que me ensinam os lugares de
te esperar.
Devo às pausas de uma lágrima, este mapa para um recomeço de
espetáculo. Depois das águas, o mar virado sertão perfaz guia para poesia.